Assassinato no Expresso do Oriente

Resenha #1: Assassinato no Expresso do Oriente

Olá meu povo, como estamos? Hoje teremos resenha pela primeira vez no Geração, afinal, uma coluna literária sem resenha, não é uma coluna literária, né mesmo?

O livro escolhido para a resenha #1 não poderia ser outro, se não a adaptação que está em cartaz nas telonas desde novembro, Assassinato no Expresso do Oriente, da autora mais aclamada por gerações de fãs de trhillers, Agatha Christie. Chega mais e confere! =)

Assassinato no Expresso do Oriente
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

 

Livro: Assassinato no Expresso do Oriente

Autora: Agatha Christie

Editora: Harper Collins

Ano: 2017 (a edição original é de 1934)

Páginas: 196

Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano.

O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.

Poirot nunca consegue férias e, quando finalmente consegue, algo inesperado ocorre em Londres e ele é convocado às pressas. Tudo ia bem, ele pegaria o trem expresso e chegaria logo a Londres para saber o que estava acontecendo. Algo que seria tão fácil, acabou sendo estressante de conseguir, pois próximo ao fim do ano quem devia viajar, já tinha viajado para ficar com sua família/amigos. Mas estranhamente o trem estava lotado e conseguir um leito no vagão deu trabalho…

Já com a pulga atrás da orelha, Poirot embarca, mas decide aproveitar a viagem e esquecer sua vida de investigador por um tempo… que não dura muito… Já na hora do desjejum o detetive começa a observar os demais passageiros… Uma princesa, uma governanta, um coronel, um outro detetive particular, um cara excêntrico, com assistente e tudo… mas o que eles teriam em comum? Aparentemente, nada. Eram apenas passageiros em um trem rumo a Europa…

Mas tudo no trem começa a girar em torno de um crime ocorrido anos atrás… um crime que chocou muitos na época e que merecia ser discutido sempre…

“Mais ou menos seis meses depois, Casseti foi preso como chefe da quadrilha que raptara a pequena Daisy Armstrong. Tinha usado antes o mesmo método. Se a polícia saía em seu encalço, eles matavam o prisioneiro, escondiam o corpo e continuavam e tomar tanto dinheiro quanto pudessem até que o crime fosse descoberto.”

Por onde andava esse cara? Ainda estava livre? Usava esse nome ainda? Era o que todos queriam saber naquele trem… até que numa madrugada, uma forte nevasca impede que o trem siga com seu caminho e, além disso, acontece um assassinato numa das cabines. A vítima e Ratchet, um cara excêntrico, que viajava junto com um assistente e um segurança particular… Tudo por medo de ser morto por seus inimigos, que o perseguiam há tempos… o que acaba acontecendo…

Logo Poirot é contratado pelo responsável da companhia ferroviária, Bouc, que viajava junto com a equipe. Curioso como quê e sabendo que o detetive mais famoso de Londres está no trem, ele encara junto com o detetive e o médico Constantine (que declarou o óbito da vítima) a missão de descobrir quem é o assassino e por que a tal vítima, Ratchet morreu.

E assim começa a aventura de Hercule Poirot, recolhendo depoimentos, investigando a cena do crime e fazendo suas suposições… Será que o assassino estava ainda no trem? Será que ele fazia parte do grupo de passageiros? Será que fugiu, se aproveitando da nevasca? E foi obra de uma única pessoa? E onde a notícia do sequestro entra nessa história toda?! São tantas perguntas e, aparentemente, nenhuma resposta… Tudo o que ele tinha era um corpo com 12 facadas, uma pista de um robe vermelho com dragão nas costas e vários depoimentos… Será que Poirot vai desvendar esse mistério?

Assassinato no Expresso do Oriente
Todos são suspeitos… Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

 

“Já não consigo entender mais nada! Será que o inimigo mencionado por Ratchet estava meso nesse trem? Mas onde ele está agora? Como pode ter sumido? Isto me enlouquece. Diga-me uma coisa, imploro-lhe meu amigo. Mostre-me como o impossível pode ser possível!”

Só um trem parado numa nevasca… nenhum contato com o mundo exterior e todos os passageiros são suspeitos e cabe a Poirot desvendar esse mistério até que as autoridades possam ter conhecimento do caso. Agatha Christie não é chamada de “a rainha do crime” à toa. Ela conseguiu articular muito bem esse livro e, confesso, fiquei até o último minuto tentando desvendar quem era o assassino e quase acertei… quase! quase! E olha que tô ficando expert em desvendar crimes literários! =p Mas esse realmente fui pega de surpresa e bati na trave… (rsrsrs)

“Bem, nada no mundo me surpreenderia agora, uma loucura! Eis o que temos a nossa frente!”

 

“-Você não compreende absolutamente nada. Diga, sabe quem matou Ratchet?

-E você?

-Ah, sei sim; já faz um algum tempo que sei. É tudo tão claro! Não vejo por que não deduziu também.”

Eu sempre tive o pé atrás com os livros dela, por serem famosos… e ultimamente não tenho conseguido boas experiências com livros dessa categoria, mas resolvi comprar o livro na última Bienal do Livro, afinal o filme seria lançado em novembro e eu queria ir ao cinema já sabendo quem era o(a) culpado(a) (coisa que ainda não aconteceu, já que ainda não vi o bendito do filme, mas a esperança permanece)… E não me arrependi! Poirot vê detalhes onde ninguém mais vê. Fiquei igual ao médico e ao responsável pelo trem, sem saber de nada! Foi surpreendente!

Poirot tem um jeito de investigação que é sua marca, o que nos deixa vidrados até o último capítulo. É um livro fininho (relativamente) e li bem rápido. Uma coisa que curto muito nos livros da Harper Collins é que eles publicam os clássicos em capa dura e por um preço bem acessível (coisa que não é fácil de se ver hoje em dia). A capa que tem logo no início do texto é um poster comemorativo que a editora fez pela propaganda do filme, mas a capa mesmo é essa aqui:

Assassinato no Expresso do Oriente
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

 

Para quem curte saber desses detalhes, a diagramação é bem super bem feita, com uma fonte nem muito grande, nem muito pequena, então não temos problemas para ler. A história é contada em terceira pessoa e é dividido em partes, a que acontecem os fatos chave, os testemunhos, reunião de provas e o desfecho. É uma super indicação para presente de Natal, ou para quem quer uma leitura mais clássica.

Já leram esse livro? E já foram conferir o filme também? O que acharam?

Até a próxima quarta! =)

  Hanna Carolina.

 

Assasinato no Expresso do Oriente
Foto: Hanna Carolina/Mudinho da Hanna

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